Aqui deve
estar com uns 5 graus negativos, a cerração toma conta da bela
paisagem e não conseguimos ver muita coisa.
Estive pregando três vezes, sábado na Missionfest, conferência
missionária que reúne várias igrejas da região. No domingo
preguei pela manhã numa igreja muito acolhedora, na cidade de
Ohof,quase duzentas pessoas (é considerada uma gande igreja),
com uma estrutura admirável, com um pastor bem jovem e
simpático, seu auxiliar é o bispo da região, um senhor muito
simpático também. Depois visitamos um ex-missionário que
trabalhou no Irã, na época do Xá Reza Palev e foi expulso pelo
Aiatolá Komeine. Isso foi na cidade da Volkswagem, Wolfsburg. À
noite, preguei em Herzberg, um acolhedora igreja de 100 pessoas
com vários jovens e adolescentes.
uma coisa que chamou a minha atenção e de Ana também, é que não
havia mais do que cinco jovens e adolestentes e umas poucas
crianças, parece-me que doze na prinmeira igreja que preguei (Ohof).
Na Missionfest não havia nenhum jovem! Impressionante! É
sintomático, pois a juventude está muito distante de Deus. A
geração que sofreu os revezes da 2a. Grande Guerra foi uma
geração voltada para Deus. A geração que usufruiu do grande
progresso tecnológico e econômico, sem falta de emprego e com
muito dinheiro, foi a feração que começou a se distanciar de
Deus. Os jovens de hoje são filhos dessa geração.
porém, a Alemanha hoje sofre as consequências da globalização e
da saturação do emprego. A juventude atual está começando a
sofrer com essas duas realidades duras e difíceis de resolver. A
globalização está trazendo para dentro da Alemanha produtos mais
baratos que os produzidos pela mão-de-obra alemã,
especialíssima, porém muito cara. Além disso, algumas grandes
indústrias estão saindo ou abrindo filiais na China ou Índia,
devido à mão-de-obra que é baratíssima, pois os produtos
importados de lá, apesar do custo de transporte e importação,
fica mais barato que os produzidos no próprio país, e gera mais
lucro para essas multinacionais. A segunda maior economia do
mundo está sofrendo com o novo ambiente mundial. Talvez essa
nova realidade cheia de novos e difíceis problemas seja uma
chave para trazer o povo alemão de volta para Deus, afinal nós,
seres humanos de qualquer parte do mundo, temos a tendência,
inerente á nossa humanidade, de somente nos voltarmos para Deus
quando sobrevem a crise ea calamidade.
Entre os jovens da irmandade de Marburger Mission (por volta de
50.000 crentes) está começando um despertar vocacional. No belo
seminário que estamos hospedados, como já disse, há 60
estudantes, no limite da capacidade atual do seminário. Isso é
muito bom!
Ontem pela manhã tive uma experiência inédita e muito
gratificante: dei uma aula na turma concluinte, na matéria de
Estudos Interculturais, falando da igreja brasileira e dos
desafios da evangelização do sertão, naturalmente! O Dr. Norbert
Schidt foi que me convidou, um alemão que já morou no Brasil e
fala um bom português. Anualemente ele vai ao Brasil ministrar
aulas no Seminário Sul Americano e no CPM que o valdir
Stauarnagel dirige. Ele pretende visitar João Pessoa em outubro,
ficar um ou dois dias conosco.
Numa conversa que tivemos eu percebí que ele não entende porque
a maioria dos pastores e missionários brasileiros nunca leu o
livro Povo Brasileiro do Darci Ribeiro. Lembrei-me que a Barbara
fala bem desse livro e já me estimulou para lê-lo.
Hoje vamos passear na cidade de Marburg, conhecer essa bela e
pacata cidade, com mais de 1000 anos de história. Vamos conhecer
o seu imponente castelo, cujo príncipe apoiou Lutero e onde ele
conversou com Zuinglio sobre a Reforma e ambos concordaram com
tudo, menos com a teologia que envolve a Ceia do Senhor, e isso
causou uma ruptura entre eles. Prédios centenários nos
impressionam neste lugar!
Hoje à noite vou pregar para um grupo de jovens e adolescentes.
Orem por mim e pela Ana.
Um abraço,
Sérgio e Ana Tereza