
Experiências,
provocações, desafios e
reflexões sobre a
natureza da missão da
igreja evangélica
brasileira permearam as
plenárias, as oficinas,
as mesas-redondas e os
grupos pequenos do Fórum
Jovem de Missão Integral
(FJMI). O evento reuniu
450 pessoas — a maioria
jovens — de 7 a 10 de
junho, em Itu, SP.
“Ver, sentir e agir”
foram os verbos
escolhidos para
expressar a ânsia de
compreensão do que
significa cumprir a
missão de Deus em sua
totalidade no mundo de
hoje. O evento foi
também um encontro de
gerações. Nomes como
René Padilla, Ricardo
Barbosa, Carlos Queiroz,
Valdir Steuernagel,
Ariovaldo Ramos e
Bráulia Ribeiro se
juntaram a centenas de
jovens entre 17 a 35
anos para conversar,
discutir e compartilhar
histórias da caminhada
cristã missionária.
Qual o chamado de Deus
para seu povo? Ariovaldo
Ramos defendeu uma
proposta missiológica
que proclame o reino de
Deus; o reino que dá uma
nova dinâmica à
sociedade e influencia
todas as áreas da vida,
como a economia, o
trabalho e a política.
“A missão da igreja é
integral. Ela abre o
reino para o mundo e
muda o mundo com o
Reino”. Para René
Padilla, a igreja faz
missão para entender que
a integralidade da vida
pertence a Deus, “e Deus
nos usa para mostrar
isso”. Eli Ticuna,
vice-presidente do
Conselho Nacional de
Pastores e Líderes
Evangélicos Indígenas,
acrescentou mais um
verbo aos outros três:
“Deus vê,
ouve,
sente e age. Em Atos
7.34, Deus disse a
Moisés que ouviu o
clamor do seu povo.
Ninguém pode parar o
desejo de Deus salvar os
indígenas”. Bráulia
Ribeiro, por sua vez,
sonhou a igreja com o
“templo do Senhor e,
portanto, casa das
dores, das histórias,
das esperanças da
humanidade”, que
valoriza o indivíduo,
mas também a sociedade.
(Veja a seção “
Da
Linha de Frente”.)
O conselho que o
historiador Ziel Machado
deixou no último dia do
evento vale para todos:
“Missão se faz com
coração íntegro diante
de Deus, que aprende a
discernir em um mundo
adverso a quem dizer
sim e a quem dizer
não”.