O Líder Finalmente Desabafou

Imagino que estou no meio de minha família nesse momento e que há uma irmandade suficiente para poder compartilhar algumas coisas:
          Irmãos é muito difícil cumprir a tarefa de expansão do reino, isso envolve vidas alcançadas. Vidas alcançadas valem muito e são cobiçadas por forças malignas com muita intensidade.
         O processo de discipulado, por décadas, equivocados, distorcidos pariu uma geração superficial, reféns de resultados imediatos.
          A carnalidade da liderança a qual estamos inseridos (não me excluo) é no mínimo, comprometedora. Se não houver uma intervenção miraculosa do Espírito Santo continuaremos a expandir, aos trancos e barrancos uma igreja franksteniana, uma aberração inofensiva à organização dos anticristos.
         Somos herdeiros totalmente influenciados pelas igrejas dos grandes centros como Recife, Rio, São Paulo. Esses grandes centros buscam as variantes teológicas dos paises exportadores de conhecimentos cientifico e tecnológico. Quero lembra aos que me lêem nesse momento, que a Teologia Cristã Bíblica surgiu na periferia, na pobreza, na contra cultura, naquilo que sobrevivia a margem do dominante. Viva a Galiléia!
           No Brasil, hoje, o nominalismo é evidente e em grande percentual. Muitos de nós líderes somos reféns da necessidade de números pelos números e fazemos qualquer negócio por um prosélito de preferência que ele já esteja pronto pela igreja concorrente ou que entendamos como herética, “o diabo é sempre o outro”
          Nossas jovens ovelhas estão casando grávidas. O apelo sexual na mídia é mais forte que o nosso moralismo, às vezes falso, legalista ou totalmente ausente
         
Nossas Fragilidades Como Líderes

          Muitos de nós não sabemos diferenciar consumismo, motivados pelos valores burgueses no qual o ter determina o ser, do viver com dignidade com o mínimo indispensável.
          Muitos de nós ainda não resolveram seus problemas sexuais, desvios de personalidade, traumas, complexos.
          Precisamos de "cura interior (?)"
          Precisamos de educação sexual. Não sabemos tratar adequadamente os nossos cônjuges na cama.
          Nós homens temos problemas de afirmação, aceitação.
          Temos problemas com o poder, não sabemos lhe dar com ele. Por isso oprimimos, perseguimos, ferimos.
          Sentimos-nos abandonados, precisamos de fé.
          Sentimos-nos discriminados, desprezados, impotentes...
          Alguns de nós, pastores do interior, têm medo do juiz, do promotor. Outros recebem a ajuda do prefeito e do vereador. Leia-se vendemos votos. Fechamos o curral da igreja para quem dá mais. Vendemos-nos a preço de banana,
           Por outro lado repetimos o coronel, repetimos o eleitor sem esperança, somos também gado encurralado por um sistema que parece natural.
          Socorro, socorro, socorro muito de nós pede socorro, pede luz, pede saída.
          Na dimensão da esperança coletiva, como parte da nação que somos, tenho escutado e discernido pelos semblantes com a esperança se esvaindo, dizer: Os que estão no poder nos traíram! E eu afirmo ABAIXO A REVOLUÇÃO DOS BICHOS. E olha que nem passamos pela profecia do livro ‘1984` de George Orwel.

Reação

          Outros reagem, gritam, brigam, Bradam: não tem que ser assim, isso pode mudar, chega! Eu sou um deles.
          Existem, em contra partida, pastores rejeitando compra e venda de votos e favores em vésperas de campanha eleitoral.
           Tem nego revendo a abordagem evangelistica: Não mais anti-católica, não mais condenatória, mas libertadora, amorosa, acolhedora... esperançosa, cheia e dominada pela graça.
            Temos revisto os conceitos de sexualidades no casamento e colocados em pratica de uma forma, digamos, mais prazerosa. A pornografia, sensualidade e a promiscuidade tem sido revista. O que é belo e atraente à luz da Palavra?
 Temos valorizado a oração como fundamental para as conquistas individuais e ministeriais. Relacionamento com Deus intenso, como conseqüência, relacionamento com o próximo, com a comunidade, com os excluídos melhor... intenso.
            Temos Resgatado a nossa cultura a nossa cor-raça. Exclamou recentemente o Pr. Neto, A minha auto-estima melhorou quando descobri que cabelo pixaim não é cabelo ruim já que quem falou isso é suspeito por ter cabelo liso e ser o dominante branco europeu. “Ser negro é lindo”!
           Desabafamos: Eganaram-nos, nos enganaram, mas há uma esperança, Jesus nos deu o privilégio da desilusão, mas ao mesmo tempo com uma alternativa viva e indestrutível compensadora: ele vive, venceu a morte, venceu a mentira, venceu o diabo.
           Acredito na não violência, perdão e um intenso trabalho de resgate cultural, numa mobilização cristã assumida, denunciando de forma profética: Acredito no poder da oração, do jejum, temos trabalhado nisso também no sertão.
É isso aí.

 

Pr. Pedro Luis da Silva

 

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