Seminário Sertanejo da Juvep
16 de abril de
2008
Tem coisas que
nos renovam, graças a Deus, o testemunho do irmão Luiz tem nos
abençoado muito. Falo dele no final desta breve carta. Foram Muitas
atividades, vários desafios:
Encontro de
Líderes no Sertão
Já pedimos
oração pelo III Encontro de pastores e Líderes no Sertão de 10 a 13
de junho, será mais um evento promovido pela Juvep, sob nossa
coordenação que edificará líderes aqui no sertão nordestino. Oremos
pelo evento.
Radical
Sertão
As equipes já
espalhadas por três regiões do sertão da paraíba. Estamos
acompanhando mais de perto a equipe de Vazante, distrito de
Diamante, a 30 km daqui de Itaporanga. A experiência com a
comunidade rural, com a opressão demoníaca, de viver com o mínimo
necessário tem sido muito forte para eles. Oremos pelos irmãos do
radical Sertão
Muitas
chuvas
Como diz a
antiga música, precisamos pedir para chover, mas chover de
mansinho... Tem caído muita água. Há desabrigado, houve perda de
boa parte da lavoura, principalmente de milho e feijão. A Juvep
está mobilizada em ajudar com roupas e outros suprimentos. Para
contribuir entre em contato com
juvep@juvep.com.br ou
pelo fone 83-3248-2095.
Alunos
Carentes
O desafio
continua. Temos alunos que entraram pela fé, sem condições, mas como
disse pr. Ronaldo: “agente tem de arriscar, crê, o que não pode é
agente ficar sem estudar” Para cada mantenedor R$ 60,00 e ele estará
ajudando de forma concreta e direta na vida de um aluno.
Alunos como o
irmão Luiz que está relatado abaixo um pouco de seu testemunho.
O revolver,
uma bíblia, uma casa.
Um dos aspectos
mais gratificantes em liderar um centro de treinamento no sertão é a
beleza da obra da cruz externada em vidas que conhecemos na
caminhada. Uma destes personagens verídicos é o irmão Luiz
Ele era
violento. Um violento calmo, de fala mansa, homem de palavra e que
não levava desaforo para casa. Cismado, não gostava de brincadeira.
Para ele as coisas se resolviam logo na bala.
Este estilo de
ser não é incomum no sertão nordestino. Homens que valorizam a
honra, e respeitam mais o revolver que a Bíblia.
Era assim que
pensava e agia o seu Luiz, morador de Ibiara, na Paraíba. Não era
difícil ameaçar alguém de morte e ser ameaçado, principalmente em
sua mocidade.
Com este estilo
de vida, ele adquiriu muitos inimigos e, alguns, de morte.
Em determinado
dia foi pego numa emboscada, levou muitos tiros. Não morreu. Segundo
ele, porque era escolhido de Jesus.
Depois que seu
Luiz se recuperou dos ferimentos, passou a refletir mais sobre a
vida, e se valia à pena viver. Foi quando, num belo dia, um crente
se aproximou dele e dos demais cabras valentes que estavam reunidos
embaixo de um juazeiro e informou acerca de uma reunião na casa de
seu Zé Nicolau, no sítio Olho d’Água.
Seu Luiz ficou
intrigado com a ousadia e segurança daquele crente. Afinal de contas
ele e seus companheiros eram famosos pela ignorância e violência.
Sem saber
exatamente porque, ele disse que ia. E foi. E gostou do que ouviu,
passando a freqüentar a igreja dos crentes, contudo, só ia armado.
Ele não confiava em ninguém, só em seu revolver.
Um dia, na
igreja dos crentes, ele se sentiu mal por estar de revolver na
cintura. Meditou dentro de si e chegou à conclusão que não era certo
estar dentro da casa de Deus armado. Foi para casa, chamou um
compadre dele e propôs a venda da arma.
O amigo sugeriu
uma troca por um terreno, um lote de casa. Seu Luiz concordou e
fechou negócio.
Pouco tempo
depois ele se converteu de verdade, aceitando a Jesus como salvador
e senhor. O irmão Luiz hoje é um homem manso, ainda corajoso, mas,
só para pregar o Evangelho. Um evangelista de mão cheia por sinal.
É aluno do
Seminário Sertanejo da Juvep em Itaporanga e termina neste ano o
básico em teologia.
A filha do
irmão Luiz se casou ano passado e ela disse uma frase que ele não
esquece: “Pai que bom que o Senhor trocou o revolver pelo terreno,
eu e meu marido temos um lugar para construir a nossa casa. Muito
obrigado meu pai”. O Evangelho quando chega de verdade transforma
vidas.
Pr. Pedro Luis
Diretor do
Seminário Sertanejo da Juvep