A Podridão Entre os Evangélicos é Muito Maior
29/9/2006

Eu disse semana passada que não tenho nada mais a dizer acerca da "Igreja Evangélica". Sim, porque quando encontrei Jesus, foi a Jesus que encontrei, e não a igreja, qualquer igreja, por isto jamais tive interesse em qualquer envolvimento institucional com a "igreja" — fossem os presbitérios, os sínodos, os supremos concílios, e todas as demais instancias de poder denominacional; e a política nem se fala.

Os convites vinham de todos os lados e de todas as denominações, e eu conto em uma mão as vezes em que aceitei falar neles. Na Igreja Presbiteriana, à qual estive ligado por um fiapo como ministro (apenas lia meu relatório uma vez ao ano, e nem ficava para qualquer que fosse a reunião, pois minha alma não conseguia conviver com o ridículo associado à falta de qualquer propósito que não fosse a vaidade de medíocres) — aceitei, em meio há cerca de três convites para encerrar a reunião do Supremo Concílio, apenas um deles, em 1998. E apenas atendendo um apelo de meu amigo Reverendo Guilhermino Cunha. And that was it!

Quanto à política, me convidaram para tudo e me ofereceram tudo. Se oferecem a eles, imagine o que ofereciam a mim, diante de quem, naqueles dias, e do ponto de vista da respeitabilidade e do interesse que eu provocava, esses carinhas não passavam de camelôs na esquina. Mas eu nunca tive uma só coceira. Sabia que se me envolvesse com política a Palavra já não seria pura em minha vida, sem falar que seria um estelionato.

Quiseram me candidatar à Presidente, à Vice-Presidente, à Senador, à Governador, à Prefeito, etc. E saiba: minhas chances, se eu tivesse estomago e nenhum escrúpulo, seriam imensas — pois sei que me sairia melhor do que todos eles — do Lula aos demais. Sim, pois são fracos e insensatos; e não têm preparo nem mesmo para dizer o que pensam.

Essa moçada "evangélica" que você mencionou é venal, corrupta e interesseira. Já conheci a quase todos eles, anos atrás (o cacófato é intencional: anos atrás) vendidos para qualquer que fosse o esquema de poder.

O Lula! Ah, a meu Deus! O Lula! — de mim tem apenas orações, mas voto, NUNCA MAIS.

Enquanto eu e o Robinson Cavalcante éramos os únicos amigos de expressão pública que ele tinha (1989-90 - em diante) — tanto o Robinson quanto eu nos tornamos objetos de pilheria por parte dessa mesma moçada que fosse citou. Sendo que o Robinson, como tinha infinitamente menos influencia no todo do que eu, foi poupado, sobrando pra ele apenas uma criticas. Eu, todavia, fui objeto de inúmeras charges no Jornal da Universal, e de quase todos os demais grupos. Sem falar que as Valises de Nada (ou Malas) e outros Sacos de carregar...—não perdiam nenhuma oportunidade distante de mim, fisicamente, a fim de dizerem alguma coisa; e isto apenas porque eu conversava com o Lula e com inúmeros outros políticos, mas sem jamais ter qualquer vinculo com eles, e sem deles jamais ter recebido qualquer coisa.

Todos os que você citou, sem exceção, na minha frente, inúmeras vezes, me diziam que ser amigo do Lula "queimava", pois o Lula não tinha futuro. Eu, entretanto, nunca tive nenhum interesse político no Lula. Jamais. Era apenas amigo dele.

Quando ele, Lula, me envolveu na história do Cayman (pois ele, Bené e Dirceu é que foram os que apelaram insistentemente para que eu dissesse o que o Lula mesmo ficou sabendo na minha sala, e pela mesma pessoa que me havia contado, quase um ano antes, sem que eu nada tivesse dito a ele, Lula, ou a quem quer que seja o que havia ouvido) — botou a Bené de plantão, ligando, ligando, ligando... — e todas as noites chorando e dizendo: "Meu pastor! Arranja isso pra gente! O Lulinha está perdido em isso! O senhor é nosso amigo!" (Tenho tudo gravado!) — Sim, até ali eu nunca havia dado a menor chance aos políticos. Tenho uma história de mais de 30 anos como minha testemunha.

Antes de ser Presidente da Associação Evangélica Brasileira, pessoalmente já havia escrito inúmeros manifestos acerca do "Voto Evangélico", e já era o inimigo público número desses artistas do estelionato, do mimetismo camaleônico, e da total venalidade.

Você se converteu já depois que eu havia saído do cenário, daí estar me escrevendo estas coisas, pois, caso tivesse vivido antes no meio, saberia que minha contribuição está dada faz décadas.

E mais: a coisa, neste aspecto, não está pior. Está igual. Apenas mais escrachada. O "casal" referido tem que ficar grato que foram apenas essas besteirinhas que descobriram, pois, digo na cara deles que são ladrões e corruptos, e que usam da boa fé do povo faz tempo. Eles têm medo de mim! Eles e os demais!

Eles vendem a mãe por tais projetos de enriquecimento fácil. São sepulturas invisíveis. São como o portão da morte. São filhos da perversidade!

Não há surpresas! Eles estão fazendo o que sempre fizeram.

Entretanto, hoje, minha contribuição é não ser mais "Evangélico" a fim de poder dizer "Não" com toda a minha alma a essa abominação aos céus que eles praticam, usando e blasfemando contra o nome de Deus — e enganado, usando, explorando, e matando as esperanças de muitos, enquanto criam uma legião de filhos do inferno pior do que eles.

A rainha de Sabá se levantará no juízo com esta geração e a julgará. Pois se em Sodoma e em Gomorra o Evangelho tivesse sido pregado como a essa geração, e se a palavra da profecia tivesse a eles chegado conforme se fez e se faz ouvir nesta geração — eles, os de Sodoma, estariam vivos até os dias de hoje.

Mas esses filhos do engano evangélico serão julgados pelos habitantes de Sodoma e Gomorra; pois os daquelas cidades pecavam em seu próprio nome, mas esses corruptos, pecam contra Deus, usando-Lhe o Nome, e tratando a alma humana como gado sendo levado para o matadouro.

O Juízo sobre eles não tarda!

A tal da Cartilha Evangélica do Voto Ético, que a AEVB divulga hoje, dizendo que foi escrita em 1998, foi escrita antes, por mim em sua quase totalidade. Eles fizeram apenas sutis troca de umas poucas palavras, pois tenho o original comigo — embora eles não digam que em 1998 apenas pegaram o que já existia, e que mudaram umas poucas palavras, e que divulgaram como coisa nova. Ora, de nova nada tem; pois, antes da AEVB existir, pela Vinde eu já havia escrito, publicado e divulgado a tal cartilha.

Além disso, quando o Impeachment do Collor, escrevi um livro chamado "A Bíblia e o Impeachment", e que versava sobre todos esses temas. Sem falar que em todos os Congressos da Vinde esse era um tema recorrente em minha boca, bem como no Pare & Pense (programa de televisão que tive no ar por mais de 26 anos), e na Revista Vinde. Também sem falar das centenas de falas, de artigos, e de palestras aqui em Brasília (no Congresso) — todas sobre o tema; e isto de 82 pra frente. Além disso, entre os arquivos dos jornais e das televisões em geral (da Globo à demais), e você verá dezenas de textos, entrevistas, e denuncias, feitas por mim, ao esquema do Diabo na Política Evangélica. Sim, a política evangélica é mais do diabo do que qualquer despacho da pior macumba.

O objetivo desses caras é simples: movidos por uma vaidade que se origina num complexo de inferioridade bem "evangélico", o que eles querem é fama, poder, dinheiro, e acesso à vantagens, que eles dizem que é "para a igreja" (o que já seria desastroso), mas que de fato é apenas para eles — enquanto os evangelotários dizem: "Glória a Deus!".

Não há nada novo acontecendo. A única mudança é que os Ratons estão soltos na Boca. Sim, agora eles estão soltos... Eles sabem que quando estava na "ativa evangélica" eu era uma montanha no caminho deles. Daí o terem se alegrado tanto com minha tragédia pessoal; e, além disso, terem feito de tudo para me calarem; e, hoje, não podendo, e vendo que o povo me ouve, fazem o que podem para tentar ressuscitar todos os dias os meus pecados mortos, os quais, se humanamente fossem comparados com o que fazem, seriam erros de freira, pois, foram tópicos, e foram parte de um surto rápido (ligado ao meu divórcio em 98), e nunca crônico (durou seis meses), e nunca marcado pela vontade perversa e crônica que marca as ações deles; pois, tinham apenas a ver comigo.

O SENHOR É O JUIZ DESSES FATOS!

E DEUS É VIVO!

ESPERE E VEJA!


Mas eu sou uma voz público-solitária no deserto faz tempo. E quem disser o contrário, eu digo: está mentindo; e é filho da mesma amnésia do inferno!

E haverá uns palhaços que dirão que estou sendo arrogante por estar dizendo isto. Não! Apenas sei como o fiz, porque o fiz, e porque o faço. Quem não entender, espere. Deus mesmo explicará. Eu não tenho que me explicar a ninguém. E nem estou nem aí pro que pensam. Pois se você está chocado com as bobageninhas que sabe, imagine eu, que sei o que ninguém praticamente sabe, exceto os próprios bandidos evangélicos.

Mas como não sou mais "evangélico" — comecei a deixar de ser, conscientemente, em 1994, quando ainda presidia a AEVB — peço a você e a todos que me poupem de opinar. Todavia, pode enviar este meu e-mail para os vampiros da "igreja". Eles temem a Luz. Embora as trevas que já lhes cegaram os olhos, e caso não venham a se converter, as trevas ainda venham a ser seu próprio cárcere.

Meu irmão, grande juízo já começou; e crescerá a ponto de todos fecharem os olhos e os ouvidos, e dizerem: Como pudemos ser tão cegos?!


Nele, que disse: "O meu reino não é desse mundo",



Caio
 

Caio Fabio

 

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